Maduro desinstala WhatsApp ao vivo; saiba por que presidente está revoltado com o app

Presidente sugeriu aos apoiadores que migrem para outros aplicativos de mensagens instantâneas


Por Rota Araguaia em 06/08/2024 às 17:37 hs

Maduro desinstala WhatsApp ao vivo; saiba por que presidente está revoltado com o app
Reprodução/X/@NicolasMaduro

Redação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, surpreendeu o público na segunda-feira (6) ao desinstalar o WhatsApp de seu celular durante uma transmissão ao vivo pela TV estatal. Maduro justificou a ação afirmando que o aplicativo estaria contribuindo para instaurar o caos no país.

“Vou romper relações com o WhatsApp, porque o WhatsApp está sendo usado para ameaçar a Venezuela. Vou apagar para sempre o meu WhatsApp do meu celular, aos poucos vou transferindo meus contatos para o Telegram, para o WeChat [...] É preciso fazer isso, dizer não ao WhatsApp, tirar o WhatsApp da Venezuela”, declarou Maduro.

Ameaças pelo WhatsApp

De acordo com o presidente, oficiais das Forças Armadas, policiais e lideranças chavistas têm recebido ameaças via WhatsApp devido à falta de transparência nas eleições presidenciais que o reelegeram no último dia 28.

“Vocês querem paz? Excluam o WhatsApp. O WhatsApp entregou a lista de toda a Venezuela ao narcotráfico colombiano, ao imperialismo tecnológico, para que atacassem e enlouquecessem a família venezuelana”, afirmou Maduro.

Alternativas Propostas

Maduro sugeriu que os venezuelanos migrem para outras plataformas como Telegram e WeChat. O Telegram, recomendado pelo presidente, é de propriedade de empresários russos e sediado em Dubai, enquanto o WeChat é uma plataforma chinesa.

Críticas a Outras Redes Sociais

O presidente venezuelano também criticou outras redes sociais. Maduro já havia afirmado anteriormente que o Instagram, da americana Meta (também dona do WhatsApp), e o TikTok eram “multiplicadores do ódio” no país. Apesar disso, o TikTok, uma rede social chinesa, não escapou dos ataques do presidente.

Tensão Pós-Eleitoral

A Venezuela está em sua segunda semana de tensões após a eleição presidencial. A oposição, representada pelo candidato Edmundo González Urrutia e liderada pela ex-deputada María Corina Machado, alega ter vencido a eleição e exige a apresentação das atas de mesa, o que ainda não foi feito pelo regime. Mesmo assim, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), presidido por um chavista, declarou a vitória de Maduro.

Na segunda-feira, Edmundo González e María Corina divulgaram uma carta aberta pedindo que as Forças Armadas reconheçam González como o presidente eleito.

Conclusão

A decisão de Maduro de desinstalar o WhatsApp e suas críticas às redes sociais refletem as crescentes tensões políticas na Venezuela. Com a oposição contestando os resultados eleitorais e as denúncias de ameaças contra líderes chavistas, o país enfrenta um período de incerteza e conflito.

Fonte: TV Estatal da Venezuela, Ministério da Comunicação da Venezuela



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